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O NOSSO PORTUGUÊS

O português oliventino ou português de Olivença é um subdialeto falado em Olivença e em Táliga, pela sua pertença, durante séculos (de 1297 a 1801) ao reino de Portugal, embora já em vias de extinção. As crianças oliventinas e taliguenhas já não falam em português desde meados do século XX, o que faz com que a língua portuguesa de Olivença desapareça. Algumas características do português oliventino são as mesmas que as do dialeto alentejano, mas com superstrato espanhol (nomeadamente estremenho, não castelhano). Por exemplo, a ausência do ditongo ei (até quando seguido de outra vogal), que se pronuncia e, e a paragoge em palavras acabadas em -l ou -r, quando a sílaba é tónica e seguida de pausa ou de outra sílaba tónica: Portugáli, comêri, mas comer depois. Etc. Olivença e Táliga sofrem uma progressiva espanholização, pelo que o espanhol, nomeadamente o dialeto estremenho, substituiu a língua portuguesa. A região oliventina foi, até a década de 1940, bilingue, com maioria lusófona. Todavia, a geração da época começou a usar com os filhos o espanhol. No século XXI, o português oliventino quase desapareceu completamente (porque as crianças não o falam desde a década dos cinquenta). O português estuda-se na escola, mas como “língua estrangeira”. Só o falam pessoas nascidas antes dos anos cinquenta; embora haja jovens interessados em sabê-lo que o aprenderam como segunda língua. Em 2008 nasceu a associação Além Guadiana (cultura portuguesa em Olivença), para a defesa do português local.


 

Reportagem Canal Extremadura

Reportagem Canal 24 horas

 

Gravação Português Oliventino 1

 
Gravação Português Oliventino 2
 
Descarga do Estudo "FALARES FRONTEIRIÇOS" em PDF
 
Descarga do Estudo "APONTAMENTOS PARA DESCREVER O ESPANHOL FALADO EM OLIVENÇA" em PDF